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Ola! a todos.

Depois de uma ausência prolongada, estou de volta.

Hoje vou partilhas com vocês, um artigo que fala sobre 5 das razões para preocuparmos com o futuro do nosso planeta.

O título é:

“5 sinais de como o mundo vai mudar radicalmente este século”

De acordo com a Divisão de População das Nações Unidas, a nossa população vai chegar a 7 bilhões em 31 de Outubro, e, embora as taxas de fecundidade começaram a baixar em grande parte do mundo, ainda estamos projectados para alcançar 9 bilhões em meados do século, e nos estabilizar em cerca de 10 bilhões até 2100.

E quais os impactos dessa explosão da população humana? O site Life’sLittleMysteries fez uma lista de cinco mudanças marcantes que se pode esperar ainda nesse século.

1 – Mudanças no crescimento da população global

Actualmente, é um facto que a China é o país mais populoso do mundo, e que a África não é necessariamente superpovoada considerando o seu tamanho. Esses dados vão mudar drasticamente.

A política chinesa do filho único restringiu significativamente o seu crescimento, enquanto que, em alguns países africanos, a média das mulheres dá à luz a mais de 7 filhos.

De acordo com o biólogo Joel Cohen, a população da Índia vai superar a da China por volta de 2020, e a da África subsaariana alcançará a da Índia em 2040. Além disso, em 1950, havia três vezes mais europeus do que africanos subsaarianos. Em 2100, haverá cinco africanos subsaarianos para cada europeu. Essa é uma mudança de 15 vezes na relação da população, que pode ter um impacto geopolítico e sobre a migração internacional.

A migração de pessoas da África para a Europa pode apresentar um grande desafio nos próximos anos. Pode ser um potencial enorme do ponto de vista europeu, ou pode ser visto como uma ameaça. Como o mundo vai gerir a imigração para que o continente europeu ainda tenha benefícios enquanto a administra, vai ser uma grande questão.

2 – Urbanização

Globalmente, o número de pessoas a viver em áreas urbanas alcançou e ultrapassou o número de pessoas que habitam em áreas rurais, tendência que se irá manter.

O número de pessoas que vivem nas cidades vai subir de 3,5 bilhões hoje para 6,3 bilhões em 2050. Esta taxa de urbanização é equivalente a construção de uma cidade de um milhão de pessoas a cada cinco dias, a partir de agora, para os próximos 40 anos.

E isso sem construir novas cidades mas porque as já existentes tendem a “lotar”. A grande cidade tornar-se-ão ainda mais caóticas – o que pode gerar novos conflitos. Quando se vive em pequenas cidades e áreas rurais, existem todos os tipos tradicionais de resolução de conflitos – uma espécie de equilíbrio estável. Com as megalópoles que se vê agora em África, como Monróvia (Libéria) e Kinshasa (República do Congo), vemos cidades onde a dinâmica não está mais sob controle. Ou seja, podemos estar a caminhar em direção a novos tipos de conflitos – conflitos urbanos – e o mundo ainda não pensou nas consequências disso.

3 – Guerra pela água

Não só a população humana explodiu nos últimos dois séculos, mas o consumo de recursos por pessoa – especialmente nas nações industrializadas – tem crescido exponencialmente.

Os cientistas acreditam que a escassez dos recursos irá causar uma escalada de conflitos durante este século, ampliando o abismo entre ricos e pobres – os que têm e os que não têm.

Nenhum recurso é mais precioso e vital que a água, e, segundo o economista Jeffrey Sachs, já existem partes do mundo que, por causa do clima em rápida mutação, estão num ponto de crise grave. A população da Somália, por exemplo, aumentou cerca de cinco vezes desde meados do século 20, e a precipitação diminuiu cerca de 25% no último quarto de século. Há uma fome devastadora após dois anos de completo fracasso das chuvas.

Conflitos sobre a escassez de água provavelmente irão desenvolver-se em luta de classes. A desigualdade da riqueza tende a crescer à medida que a população do país cresce, e este é um ponto muito importante, pois o consumo per capita de recursos aumentou dramaticamente.

Quando se soma tudo isto, temos um quadro sombrio: à medida que a população cresce, há menos água por pessoa. Enquanto isso, a desigualdade entre ricos e pobres alarga-se, e os ricos pedem mais recursos para acomodar seu estilo de vida. Inevitavelmente, eles irão  comandar a água e outros recursos dos pobres, o que levará a desafios, e talvez conflito de classes.

4 – Energia futura

Actualmente, não há energia suficiente para ser extraída de fontes conhecidas de combustíveis fósseis para sustentar 10 bilhões de pessoas. Isto significa que os seres humanos serão obrigados a recorrer a uma nova fonte de energia antes do final do século. No entanto, é um mistério qual será essa nova fonte.

Nenhuma tecnologia está completamente pronta para resolver o problema da energia. Sabemos que há uma abundância de energia solar, nuclear, no carbono, e outras fontes, para provavelmente 100 ou 200 anos. Mas todas elas ainda têm problemas: eficiência, custo, etc.

Muitos especialistas estão optimistas de que as tecnologias podem ser desenvolvidas para resolver os nossos problemas, mas outros acham que não temos as estruturas sociais que nos permitem empregar estas tecnologias.

Em suma, o futuro irá corresponder a uma destas duas imagens: ou alguma forma nova e superior de extracção de energia (tais como painéis solares altamente eficientes) será generalizada, ou a tecnologia e a sua implementação irão falhar, e a humanidade terá de enfrentar uma grande crise de energia.

5 – Extinções em massa

À medida que os seres humanos se espalham, vai deixando pouco espaço ou recursos escassos para outras espécies. Há boas evidências de que estamos na sexta extinção de espécies em massa da história do planeta, por causa da incrível quantidade de produção primária que tomamos por sermos uma espécie de 7 bilhões de indivíduos.

Além da falta de terra e recursos para outras espécies, nós também causamos mudanças rápidas para o clima global, com a qual muitas espécies não conseguem lidar. Alguns biólogos acreditam que, com a actual taxa de extinção, 75% das espécies do planeta desaparecerão nos próximos 300 a 2.000 anos. Estes desaparecimentos já começaram, e os eventos de extinções tornar-se-ão cada vez mais comuns ao longo do século.

Fonte: SAPO

5 de Abril de 2010

Uma bactéria que pode bloquear a duplicação do vírus do dengue em mosquitos foi descoberta por cientistas da Universidade do Estado de Michigan, nos EUA.

A descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de tratamentos contra a doença que ameaça cerca de 2,5 mil milhões de pessoas em todo o mundo e para o qual actualmente não existe vacina.

«Na natureza, cerca de 28% das espécies de mosquitos são hospedeiros da bactéria Wolbachia, mas esse não é o caso do mosquito transmissor do dengue, o Aedes aegypti. Verificamos que a Wolbachia é capaz de parar a duplicação do vírus do dengue e, se não houver vírus no mosquito, ele não se espalhará para as pessoas. Ou seja, a transmissão da doença poderia ser bloqueada», disse Zhiyong Xi, um dos autores do estudo.

O estudo foi publicado na edição de Abril da revista PLoS Pathogens. Xi e os seus colegas introduziram a bactéria em mosquitos Aedes aegypti através da injecção do parasita em embriões.

Os investigadores mantiveram a Wolbachia em insectos no laboratório por quase seis anos, com a bactéria a ser transmitida de uma geração a outra.

Quando um macho com a bactéria cruza com uma fêmea não infectada, a Wolbachia promove uma anormalidade reprodutiva que leva à morte precoce de embriões.

Mas a Wolbachia não afecta o desenvolvimento embrionário quando tanto o macho como a fêmea estão infectados, de modo que a bactéria pode espalhar-se rapidamente, infectando uma população inteira de mosquitos. A bactéria não é transmitida dos mosquitos para humanos.

Fonte: Diário Digital

Liberal

Para ficar a saber de outros projectos de investigação que têm como objectivos analisar o desenvolvimento de infecções provocadas pelo vírus da Dengue consulta IVD.

É! Ciências=Descobertas

As pistas foram descobertas no sul da Polónia. Pegadas que se estendem por mais de dois metros, de patas dianteiras e traseiras, datadas de há 395 milhões de anos, podem ser a prova de que os primeiros animais com quatro patas chegaram 18 milhões de anos antes do que se pensava. A descoberta é publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para que se tenha uma ideia do tempo em que estes animais de quatro patas viveram, o diário espanhol “El País” dá uma referência: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos. E os primeiros hominídeos chegaram há cinco milhões. Isto leva Grzegorz Niedzwiedzki, da Universidade de Varsóvia a defender que a ciência deveria repensar que a transição da locomoção dos primeiros animais do arrastamento para as quatro patas aconteceu muito antes. E isso revoluciona tudo o que se sabe sobre a ecologia e as condições ambientais desta transição.

Estes animais, cujas pegadas foram só agora reveladas, mediriam entre 40 e 50 centímetros. As pegadas têm entre 15 e 26 centímetros e viveram no período Devoniano, há cerca de 416 a 359 milhões de anos.

As pistas de pegadas foram encontradas marcadas em terrenos pantanosos, o que faz crer estes animais podiam deslocar-se nadando, mas também se movimentavam andando no fundo da lagoa que ali terá existido

Fonte: publico.pt

Como combater Dengue

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DENGUE

O QUE É DENGUE?

Dengue é uma doença infecciosa aguda e possui 4 sorotipos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). É transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti . Ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive em Cabo Verde. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.
O quadro clínico é amplo, apresentando desde uma síndrome febril inespecífica até quadros graves como hemorragia, choque e às vezes óbito.
É uma doença de notificação compulsória e sua forma grave é de notificação IMEDIATA.  A forma clínica clássica é conhecida como dengue clássica ou febre da dengue e a forma grave, febre hemorrágica da dengue.

Dengue clássica, Sintomas:

- Febre alta com duração de 2 a 7 dias
- Dor de Cabeça
- Dor no corpo e nas juntas
- Dor atrás dos olhos
- Manchas vermelha pelo corpo

Para quem tem diagnóstico de dengue, deve ficar atento ao surgimento dos sintomas abaixo.

 Procure imediatamente um médico em qualquer uma das situações abaixo:

- Dores na barriga fortes e contínuas
- Vómitos persistentes
- Sangramento pelo nariz, boca e gengivas
- Sede excessiva e boca seca

 O mosquito! 

Mosquito Aedes Aegypt

Mosquito Aedes Aegypt

A dengue em Cabo Verde é transmitida por uma espécie de mosquito, o Aedes aegypti, que pica tanto durante o dia como à noite. O vector se reproduz dentro ou nas proximidades de habitações, em recipientes onde se acumula água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas, etc.).

COMO ELE SE COMPORTA? COMO ATACA?

O Aedes aegypti mede menos de um centímetro, tem cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. O mosquito costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. O Aedes aegypti se caracteriza por ser um insecto de comportamento estritamente urbano, sendo raro encontrar amostras de seus ovos ou larvas em reservatórios de água nas matas. Em média, o mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos de cada vez. Ela é capaz de realizar inúmeras posturas no decorrer de sua vida, já que copula com o macho uma única vez, armazenando os espermatozóides em suas espermatecas (reservatórios presentes dentro do aparelho reprodutor). Uma vez com o vírus da dengue, a fêmea torna-se vector permanente da doença e calcula-se que haja uma probabilidade entre 30 e 40% de chances de suas crias já nascerem também infectadas. Os ovos não são postos na água, e sim milímetros acima de sua superfície, em recipientes tais como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos de vasos de plantas ou qualquer outro que possa armazenar água de chuva. Quando chove, o nível da água sobe, entra em contacto com os ovos que eclodem em pouco mais de 30 minutos. Em um período que varia entre cinco e sete dias, a larva passa por quatro fases até dar origem ao mosquito adulto.

 MODO DE TRANSMISSÃO

A fêmea do mosquito pica a pessoa infectada, mantém o vírus em sua saliva e o retransmite em novas picadas. A transmissão ocorre pelo ciclo homem-Aedes aegypti-homem. Após a ingestão de sangue infectado pelo insecto fêmea, transcorre nesta fêmea um período de incubação. Após esse período, o mosquito torna-se apto a transmitir o vírus e assim permanece durante toda a vida.

QUAL O AMBIENTE IDEAL?

As fêmeas e os machos (que geralmente acompanham as fêmeas) ficam dentro das casas. A temperatura mais favorável para o desenvolvimento da larva é entre 25 a 30ºC. Abaixo e acima destas temperaturas o Aedes aegypti diminui sua actividade. Acima de 42ºC e abaixo de 5ºC ele morre. Muitas cidades brasileiras possuem as condições propícias para o desenvolvimento do Aedes aegypti. Temperatura e humidade relativa são primordiais para o desenvolvimento do mosquito e, principalmente, para manter os ovos viáveis mesmo fora d’água. Além de serem densamente povoadas, as cidades apresentam índices de humidade relativa do ar elevados e temperaturas entre 25 e 30ºC, condições ideais para a multiplicação do vector. Por isso, é muito importante que todos participem do combate aos focos do vector.

Fonte: combatadengue.com.br

A doença do mau humor

SRMA distimia, também chamada de doença do mau humor, é um tipo de depressão com sintomas leves ou moderados que persistem por pelo menos dois anos consecutivos. Atinge todas as faixas etárias, classes sociais e sexos. Em geral, começa no início da vida adulta.

Portanto, se uma nuvem pesada de impaciência e irritação ronda seus dias e nada lhe dá prazer, cuidado! Esses sintomas constantes caracterizam essa doença, que na verdade é um transtorno mental que se manifesta por um eterno descontentamento.

Irritação, raiva, cara feia: quem nunca sentiu esse desconforto, essa sensação de explosão iminente? Perder a “cabeça” quando o carro quebra no trânsito ou quando o craque do seu time de futebol desperdiça um pênalti é normal. No entanto, se este estado de espírito ranzinza for rotineiro, independentemente de ocorrer algo bom ou ruim, o diagnóstico pode ser distimia – ou simplesmente a doença do mau humor.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 3% da população do planeta – cerca de 180 milhões de pessoas – sofrem com esse distúrbio. O distímico tem sentimentos de pessimismo e inadequação, angústia, autocrítica exacerbada, baixa auto-estima, cansaço constante, cepticismo, desesperança, preocupação, não sabe lidar com frustrações, sente-se preterido, rejeitado, raivoso…

Desencadeado por um desequilíbrio na actividade química do cérebro, o problema se instala sem avisar. Ele provoca uma mudança lenta de comportamento. O distímico desenvolve normalmente suas actividades diárias, continua trabalhando, porém com baixo rendimento.

Não se detecta distimia em exames de sangue, tomografias ou ressonâncias magnéticas. Somente um especialista é capaz de diagnosticar o mal através de uma avaliação psiquiátrica, ou seja, uma averiguação do comportamento de cada pessoa e sua resposta a estímulos.

Quem primeiramente pode nos chamar a atenção sobre a instalação dessa doença e nós, é justamente aqueles que convivem connosco e notam mudanças no nosso humor do dia-a-dia. Assim, antes mesmo do psiquiatra, a esposa, os filhos, a mamãe ou alguém próximo poderá e deverá nos alertar dessa possibilidade.

A doença surge por vários motivos, entre eles a vivência de situações desgastantes do quotidiano. Se seu início for precoce, ou seja, antes dos 21 anos de idade, ela é considerada hereditária. Quando ocorre mais tarde, está associada a factores de ordem biológica, física, psicológica ou social. Indivíduos submetidos a stresses constantes, por exemplo, podem adquirir a doença com o passar do tempo.

Mas como diferenciar uma pessoa distímica da mal-humorada comum? A resposta vai além da cara amarrada. Aquela que sofre com a patologia não tem capacidade psicológica de modular seu humor – sempre inadequado à situação real e com intensidade e duração prolongadas. Em outras palavras: não depende de força de vontade ou de pensamento positivo. O distímico anda sempre de mal com a vida, mesmo sem motivos aparentes. Nada está bom e tampouco o deixa feliz. Para piorar, são mais susceptíveis a desenvolver doenças cardiovasculares, câncer, distúrbios imunológicos e problemas na sexualidade por falta de libido, alerta a psicóloga Aziran Souza de Magalhães, do hospital Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Também podem apresentar dificuldade de atenção, concentração e raciocínio, alteração do apetite e sono e queixas físicas, como náuseas, enxaqueca, dores nas pernas e estômago, prisão de ventre e diarréias.

Quando não tratado, o distímico corre o risco até de morte por abuso de álcool e drogas ou suicídios. “A doença ainda pode evoluir para a chamada depressão dupla, isto é, quando o paciente passa a apresentar quadros depressivos mais graves”, diz o psiquiatra paulista Elko Perissionotti.

Fonte: swbrasil.org.br

Ola!

Hoje estou de volta, mas agora para justificar a foto de tartaruga que coloquei no meu tema.

Já em Fevereiro de 2008 o jornal A Semana tinha noticiado que As tartarugas marinhas podem tornar-se emblema turístico de Cabo Verde. A preservação desta espécie foi incluído no plano nacional de intervenção até 2012 e conta com muitos apoios, nomeadamente da Direcção-Geral do Ambiente, que acham deve entrar nos currículos escolares. Estou certo de que, quem preocupa com a preservação da nossa biodiversidade, também preocupa com esta espécie.

Cabo Verde alberga cinco das sete espécies de tartarugas existentes e é o segundo maior local de desova no Atlântico Norte, sobretudo para a tartaruga-comum e a cagueda, que está em risco de extinção. Sendo, répteis que surgiram há mais de 200 milhões de anos, acho que merece todo o nosso contributo para a sua preservação.

Concordas conmigo?:)

Olá!

Estou aqui novamente para vos dar a conhecer uma nova investigação, que veio alterrar algumas ideias sobre origens da gripe A H1N1, que eu tinha publicado no post anterior sobre este assunto. 

Os “pais” genéticos do novo vírus  são duas estirpes suínas

Virus1Muito se tem escrito e dito nos últimos dias sobre o facto de o vírus da nova gripe, que a OMS rebaptizou gripe A (H1N1),  poder ser uma mistura de diversos vírus de gripe suína, humana e das aves. Mas, segundo os primeiros resultados oficiais, obtidos por cientistas que têm estado a olhar de muito perto para a composição genética do novo vírus, a resposta não é essa. Pelo contrário, está a tornar-se cada vez mais claro que o vírus provém directamente de duas estirpes de vírus da gripe suína conhecidas há anos.

“Utilizando sequências coligidas em bases de dados públicas, conseguimos identificar os parentes mais próximos da nova estirpe identificada no México”, escrevem Raul Rabadan, da Universidade Columbia, em Nova Iorque, e colegas, na última edição da revista semanal on-line de acesso livre Eurosurveillance, datada de quinta-feira.  

“Os nossos resultados preliminares mostram que os parentes mais próximos da nova estirpe estão presentes nos suínos e ocasionalmente nos perus. Seis segmentos do vírus [da nova gripe humana] são parentes de vírus suínos da América do Norte e os outros dois de vírus suínos da Europa/Ásia.” Como seis mais dois é igual a oito, e dado que o material genético dos vírus da gripe é composto por oito segmentos genéticos, lá está o genoma do vírus integralmente à mostra.

“Esta é nitidamente uma nova estirpe”, explica por seu lado Steven Salzberg, director do Centro de Bioinformática e de Biologia Computacional da Universidade do Maryland, no seu blogue. “Mas é claramente uma permuta de genes [em inglês, reassortment] entre duas estirpes suí-nas que já se encontravam em circulação.” Uma permuta consiste numa troca de segmentos genéticos entre duas estirpes diferentes do vírus, que se dá quando dois vírus infectam o mesmo porco ao mesmo tempo.

Os antepassados norte-americanos mais próximos do vírus actual, salientam ainda Rabadan e colegas na Eurosurveillance, estão relacionados com vírus suínos que surgiram na América do Norte há pouco mais de dez anos; e os seus antepassados eurasiáticos mais próximos estão relacionados com vírus suínos que surgiram há mais de 15 anos, em 1992. Ora, como frisam a seguir os mesmos investigadores, sabe-se que os tais antepassados norte-americanos do vírus que agora surgiu no México provêm de “permutas de origem tripla – humana, suína e aviária – isoladas em 1998″. Ou seja, é preciso recuar mais no passado do vírus para que apareçam as tão badaladas componentes de origem humana e aviária da nova estirpe do vírus da gripe. “Esta história da tripla permuta é algo complexa”, explica ainda Salzberg no seu blogue, “mas (simplificando um pouco) a história de uma das duas estirpes parentais suínas indica que uma parte dessa estirpe teve origem nas aves – há mais de uma década atrás, daí que a estirpe em questão seja por vezes chamada ‘de tipo aviária’ -, mas, hoje em dia, já não é uma estirpe de gripe das aves.

Em segundo lugar, a história da outra estirpe inclui um pequeno fragmento (um gene) que parece ter tido origem nos humanos – e que remonta a mais de 15 anos atrás. Mais uma vez, tornou-se hoje uma estirpe suína, mas tem um bocado que poderá ter vindo dos humanos [ver infografia]. O acontecimento que criou a gripe actual – a que nos preocupa – é uma permuta pura e simples entre duas estirpes [virais] suínas.” Ou seja, o mais provável é que, a dada altura, estas duas estirpes se tenham misturado num porco, algures no mundo, dando origem a um vírus novinho em folha.

 Porém, os resultados não provam que o vírus tenha passado directamente dos porcos para os humanos: “Não sabemos há quanto tempo é que este vírus circula nos humanos”, disse Rabadan à Reuters em entrevista telefónica. “Até agora”, lê-se ainda no relatório da equipa deste investigador, “a nova estirpe não tem sido identificada nos suínos. Não sabemos se isto se deve a uma monitorização insuficiente das populações suínas ou se este [novo] vírus terá sido gerado num evento de permuta muito recente”.

La Gloria, a aldeia onde se declararam os primeiros casos no México, está situada a escassos quilómetros de uma mega-estação de suinicultura, o que tem gerado uma troca de acusações e desmentidos entre os responsáveis da empresa de criação e os habitantes. Contactado pelo PÚBLICO através de e-mail acerca da questão de saber se será possível saber um dia se a nova doença surgiu numa dada criação suína, Salzberg responde: “Sim, seria possível identificar a exploração em causa. Mas não é assim tão fácil. Para isso, precisamos de recolher e sequenciar amostras de porcos infectados vindas de uma pletora de quintas. Sem uma amostragem muito lata, não vamos conseguir ter a certeza. Por exemplo: suponhamos que o vírus original tenha aparecido [num animal] na Tailândia. Se não tivermos amostras desse local, nunca conseguiremos saber de onde é que veio o vírus.”

Sabe-se que os tais antepassados norte-americanos do vírus que agora surgiu no México provêm de permutas de origem tripla – humana, suína e aviária – isoladas em 1998. 

Estão a ver!!! as investigações não param. Devemos estar alerto sempre para podermos acompanhar  os avanços da ciência.

Fonte: Aqui

Ola! Estou de volta para vos apresentar mais curiosidades da biologia

Curiosidades Biológicas

Porque soluçamos? 

Soluço
Soluço

O soluço é resultado de uma contracção involuntária do diafragma, um fino músculo que separa o tórax do abdómen e que, juntamente com os músculos intercostais externos, é responsável pelo controle da respiração. Seus movimentos de contracção e relaxamento permitem que inspiremos e expiremos o ar e são controlados pelo nervo frénico, situado logo acima do estômago. Os incómodos do soluço  surgem a partir de uma irritação do nervo frénico, cujas causas podem ser diversas (distensão gástrica pela ingestão de bebidas com gás, deglutição de ar ou alimentação em grande volume; mudanças súbitas da temperatura de alimentos ingeridos; modificações da temperatura corporal, como sauna seguida de duche gelada; ingestão de bebidas alcoólicas; ou até mesmo gargalhadas). Quando ele fica ou sensibilizado, envia uma mensagem para o diafragma se contrair, o que dispara o soluço. O característico barulhinho “hic, hic” surge quando ocorre fechamento súbito da glote (abertura superior da laringe, onde se localizam as cordas vocais), produzindo vibração nas cordas vocais.  

 

susto
susto

Susto pode curar o soluço? Porque?

Pode sim. Quando levamos um susto, provocamos uma forte inspiração, levando a um aumento do volume de ar nos pulmões. Os pulmões pressionam o diafragma, fazendo com que ele se estique e volte a funcionar normalmente. Mas existem maneiras menos drásticas que também funcionam: tomar um copo-d’água com nariz tampado ou inspirar e segurar o ar por alguns instantes.

contracção forte dos músculos abdominais e dos músculos intercostais internos, empurrando o diafragma e provocando aumento rápido de pressão nos pulmões (de 100 mmHg ou mais); abertura súbita das cordas vocais e da epiglote e liberação do ar dos pulmões sob alta pressão. Desta forma, o ar que é expelido de forma explosiva dos pulmões para o exterior se move tão rapidamente que carrega consigo qualquer material estranho que esteja presente nos brônquios e na traqueia.

Relhexo da tosse
Reflexo da tosse

Como acontece o reflexo da tosse?

Os brônquios e a traqueia são tão sensíveis a um toque leve, que quantidades mínimas de material estranho ou substâncias que causam irritação iniciam o reflexo da tosse. Impulsos nervosos aferentes passam das vias respiratórias (principalmente pelo nervo vago) ao bolbo (medula oblonga), onde uma sequência automática de eventos é disparada por circuitos neuronais locais, causando os seguintes efeitos: inspiração de até 2,5 litros de ar; fechamento da epiglote e das cordas vocais para aprisionar o ar no interior dos pulmões;

Você sabia que: o ar que sai das narinas durante o espirro atinge em média 150 Km/hora?  ao espirrarmos espalhamos aproximadamente 40 mil gotículas de saliva? Pois é, por isto o espirro é uma excelente fonte de transmissão de doenças respiratórias.

Espirro
Espirro

Como acontece o reflexo do espirro?

O reflexo do espirro é muito parecido com o reflexo da tosse, excepto pelo fato de se aplicar às vias nasais, ao invés das vias respiratórias inferiores: o estímulo que inicia o reflexo do espirro é a irritação das vias nasais. Impulsos aferentes passam do quinto par de nervo craniano ao bolbo, onde o reflexo é disparado. Uma série de reacções semelhantes às do reflexo da tosse acontece, grandes quantidades de ar passam rapidamente pelo nariz, ajudando, assim, a limpar as vias nasais.

Nova imagem (1)Porque é impossível espirrar de olhos abertos?

Esclarecendo o mito: não é porque os olhos podem sair da órbita que os fechamos ao espirrar! Quando uma partícula estranha entra no corpo pelas vias nasais, estimula os receptores locais que, por meio do nervo trigémeo (que coordena os movimentos da face), avisam o tronco encefálico que é hora de entrar em acção. Ao receber a mensagem, o tronco encefálico reage imediatamente à invasão, gerando uma série de impulso motores que contraem o abdómen, o tórax e o diafragma, até chegar ao nervo facial. Os reflexos que chegam ao nervo facial também desencadeiam movimentos para expulsar a partícula estranha. Essas contracções atingem diversos músculos da face, incluindo o músculo orbicular, que controla o abrir e o fechar dos olhos. Como resultado de todo esse esforço,  fechamos os olhos.

Nova imagemOs benefícios do bocejo.

Pode parecer estranho, mas é isso mesmo! Bocejar ajuda a resfriar o cérebro e melhora a atenção. Da próxima vez que alguém reclamar de um bocejo seu, pode responder: “bocejo, porque quero prestar mais atenção em você”. Segundo um grupo de psicólogos americanos, essa pode ser exactamente a função do ato de bocejar: resfriar o cérebro para melhorar a concentração. Assim sendo, em vez de preparar o corpo para dormir, o bocejo seria, na verdade, uma maneira de evitar o sono. A notícia foi divulgada no site da revista americana “New Scientist”. Você já percebeu que o bocejo é contagioso? Já? Mas talvez o que você não saiba é que agora cientistas descobriram que as pessoas gentis são mais susceptíveis à transmissão.O psicólogo Steven Platek, da Universidade Drexel, na Filadélfia (EUA), e seus colegas da Universidade do Estado de Nova York mostraram um vídeo com uma pessoa bocejando a um grupo de 65 estudantes. Os que abriram a boca diante da tela apresentaram maior pontuação num teste psicológico medindo a empatia. Os estudantes imunes ao contágio eram, por outro lado, menos predispostos a reconhecer que um insulto pode ofender outra pessoa.

Fonte: Só Biologia;

Você sabia.

Olá!

Nova estirpe de gripe é mistura genética .

A gripe suína ou gripe porcina é uma doença respiratória aguda altamente contagiosa frequente em porcos. Estes animais podem ser infectados, ao mesmo tempo, por mais de um tipo de vírus, o que possibilita que os genes dos vírus se misturem. Por isso, a suspeita dos especialistas é que a doença que está contaminada pessoas actualmente seja provocada por um vírus que contém genes de várias origens – chamado de recombinante (veja como funciona a recombinação).

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É um vírus que contém a mistura de genes que provocam a gripe suína, a aviaria e a humana.  

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Contaminação.

As primeiras pessoas infectadas provavelmente tiveram contacto com porcos, em fazendas e agropecuárias, por exemplo. No entanto agora o contágio está ocorrendo principalmente pelo contacto próximo entre uma pessoa e outra, especialmente pela tosse ou espirros – daí o motivo do uso das máscaras. Não foram identificados quaisquer tipos de contaminação em relação ao consumo de carne suína ou os seus derivados. O vírus da gripe suína não resiste ao cozimento em temperatura superior a 70ºC, como se recomenda para a preparação de carne de porco e outras carnes. Epidemiologistas estão especialmente preocupados com o facto de os mortos identificados até agora serem adultos jovens, o grupo normalmente menos vulnerável à gripe. É possível que idosos e crianças tenham resistido à doença por terem sido vacinados.

 Sintomas

 Assim como a gripe humana comum, a suína apresentam os sintomas: febre (superior a 39ºC), cansaço, fadiga, dores pelo corpo, corizas e tosse. Existe vacina para os porcos, porém ainda não se descobriu uma que possa ser utilizadas pelos humanos. De acordo com a OMS, o medicamento antiviral Tamiflu, em testes iniciais mostrou-se efectivo contra o vírus da gripe suína. O tratamento, para funcionar, tem de ser feito nas primeiras 48h.

Diagnóstico

 O diagnóstico é feito da mesma maneira da gripe comum. Quando observados os sintomas da doença, recolhe-se material para análise, normalmente o muco do nariz e da boca. Em uma pessoa com suspeita, primeiramente se faz o chamado teste rápido para detecção do vírus influenza. É um kit que permite identificar a presença do vírus influenza. Se o teste rápido der positivo, o material colhido é mandado para um laboratório especializado, e ali se identifica se o vírus encontrado é ou não da gripe suína. 

Imunização

O infectologista André Lomar, defende que a vacinação habitual contra gripe (influenza) não combate o vírus suíno, mas pode amenizar muito discretamente os sintomas. “Ainda não há vacina específica e para ser feita levaria no mínimo seis meses”, disse o infectologista numa previsão positiva da comunidade científica.  

Pequena síntese sobre a gripe A (H1N1):

Porque a gripe suína mata?  Esse vírus tem a capacidade de atingir os pulmões e pode não só causar uma pneumonia (que leva à morte pela insuficiência respiratória) como predispõe o pulmão a ser infectado por outras bactérias.

Uma pessoa com a gripe suína pode se curar?  Pode. A maioria dos casos está sendo curada espontaneamente. Por enquanto ainda não se sabe o percentual de cura. Até agora, a gripe suína está sendo menos letal do que a gripe aviaria, mas se espalha com mais rapidez, porque é transmitida de humano para humano.

Se uma pessoa é contaminada uma vez, faz tratamento e melhora, ela pode ser contaminada novamente? Provavelmente não, porque ela adquire uma protecção contra esse tipo de vírus da gripe. Mas não contra outros tipos.

A pessoa fica com o vírus “para sempre” mesmo depois de melhorar? Não. O vírus infecta a pessoa, causa sintomas, ou não, desaparece e depois deixa essa pessoa com uma protecção contra ele (anticorpos).

Como eu posso fazer para me prevenir da gripe?

  • Mantenha hábitos de higiene, como lavar as mãos.
  • Ao tossir ou espirrar cubra a boca e o nariz com um lenço, de preferência descartável.  
  • Evite o contacto directo com pessoas doentes.
  • Também não compartilhe alimentos, copos, toalhas e objectos de uso pessoal.  Evitar tocar olhos nariz e boca.

Cuide-se e lembre sempre, o melhor remédio é a prevenção.

Fontes: BBC Brasil – aqui

OMS: Gripe suína pode virar pandemia – 25/04/2009;

Aqui e aqui (JC online – Tamiflu parece ser efetivo contra gripe suína, diz OMS – 25/04/2009)

Jornal Zero Hora- pag. 4-6- 29/04/2009;

aqui e Aqui e Aqui

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